|
Descrição .: "Canções de amor e raiva na selva das cidades" traduz para nós a inquietação dos tempos que correm. As incertezas no futuro, a urgência de caminhar sobre novos caminhos, a necessidade de construir outros destinos, a vontade de encontrar em cada homem um amigo e não um lobo. De Brecht, esclarecido poeta, observador/narrador do seu conturbado tempo, quem diria hoje tão fecunda e prmonitória a sua visão do mundo! Cá estamos de novo à beira da cratera, se é que alguma vez de lá saímos, envoltos no fumo das cidades caóticas, correndo sem saber onde chegar, amando descuidadamente, vertendo a água que falta ao sedento, esbanjando o pão que falta ao faminto. Que tempos estes! Em que falar de amor supõe o esquecimento dos que esgravatam nos despojos excedentes da abundância. O ódio tem a cor cinzento/chumbo nas colinas de Bagdade nas favelas do Rio e o mundo assim não tem paz. Como preparar a terra para os vindouros, como construir-lhes a esperança? Tantas perguntas e tão poucas respostas! |