"Do princípio ao fim" (2018) / Peças

de Eduardo de Filippo

    Estreia: 29/06/2018 Em cena
    Textos de Eduardo De Filippo
    Tradução: Luís Nogueira e Gil Salgueiro Nave
    Encenação: Gil Salgueiro Nave
    Cenário e figurinos: Luís Mouro
    Direcção musical: Tiago Moreira
    Desenho de Luz: Fernando Sena
    Interpretação: Nuno Geraldo, Roberto Jácome, Sílvia Morais e Tiago Moreira
    Voz-off: Fernando Landeira
    Operação de luz e som: Jay Collin
    Costureira: Amélia Cunha
    Carpintaria: Ivo Cunha
    Cartaz: Luís Mouro
    Produção: Celina Gonçalves
    Apoio à produção: Carla Jorge e Jessica Costa
    Fotografia e Vídeo: Ovelha Eléctrica
Eduardo De Filippo (1900-1984), protagonizou um importante contributo na edificação da dramaturgia europeia do século XX. Foi um notável actor, dramaturgo e não menos importante diretor teatral que magistralmente encenou as suas próprias obras. Atento e sensível, testemunhou todas as contradições de carácter social e artístico ocorridas no seu tempo, e acompanhou de forma participada o advento da massificação dos meios de comunicação implantados no século XX, a rádio, o cinematógrafo e a televisão. Para todos eles produziu textos teatrais e guiões, além da sua presença como ator e diretor.
O espetáculo “Do princípio ao fim” é construído a partir da revisitação ao acervo dramatúrgico de Eduardo De Filippo, e está estruturado num guião que aborda os géneros comuns ao teatro musical e dramático de grande expressão popular nos teatros de bairro e cafés-teatro na Europa do pós-guerra. “Do princípio ao fim” comporta uma identidade sustentada na história das artes de palco e propõe ao mesmo tempo uma leitura contemporânea e atualizada de uma dramaturgia que se inspira num teatro eminentemente social, de humor desconcertante, às vezes trágico e grotesco, estimulando o sentido crítico, insinuando uma mistura de desencanto e simultaneamente de esperança e expectativa na humanidade, capaz de impulsionar o homem a resistir às adversidades e continuar lutando pelos valores de dignidade que são lhe devidos.
Uma companhia de atores caídos em desgraça esperam ansiosamente “uma ajudazinha” das autoridades locais, por forma de suster o eminente e trágico fim que se anuncia. Fazendo jus às suas multidisciplinares capacidades artísticas, organizam uma récita onde se sucedem números musicais, folhetins radiofónicos, cinematógrafo e, claro, o drama a farsa e a comédia trágica de um quotidiano vivido nos limites do surreal, ainda que estimulante apesar de tudo. Na farsa “Perigosamente” bem ao estilo do popular teatro de bonecos, o habitual bastão com que se castigam as impertinências domésticas é substituído por um revólver que sistematicamente falha o alvo por milagre ou por manifesta falta de pontaria. No entanto esta estranha e absurda ação é uma mezinha certeira para a harmonia conjugal… No drama num ato que tem por título “Amizade”, um amigo visita um outro amigo que padece de uma enfermidade mental. Este, no seu delírio e não reconhecendo o velho amigo que de muito longe o veio visitar, e que muito se esforçou para satisfazer os últimos desejos do moribundo, acaba por confessar as infidelidades cometidas ao longo de anos de uma extravagante relação de amizade.

Duração: aprox. 70 minutos
Classificação etária: maiores 6 anos

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